PorMarvin the Paranoid Android

SE DIVERTIR É JOGAR, NÃO VENCER

“O importante é competir, mas te mato de pancada se você não ganhar!” – Alecsander ‘Dinho’ Alves, vocalista do Mamonas Assassinas

Você já ouviu alguém dizer que não gosta de jogar com tal pessoa porque ela é competitiva? Ser taxado de competitivo ganhou uma conotação negativa nos últimos tempos, mas, afinal, o que é ser competitivo? Realmente é um problema?

Primeiro vamos esclarecer que competitivo não é o mesmo que mau perdedor, apesar de ser o que as pessoas pensam. Quando alguém é chamado de competitivo, logo imaginam aquele cara que fica irado se alguma jogada de outra pessoa o prejudica, que vai brigar com você se ele considerar sua jogada ruim, e eu digo brigar de verdade, não aquele brigar saudável de uma mesa de jogos de tabuleiro, que ama ou odeia o jogo simplesmente baseado na frequência em que ele ganha ou perde, que, quando perde, fica de cara fechada, o dia do cara acabou ali. Esse cara não é competitivo, ele é um mau perdedor.

Por outro lado, a pessoa competitiva é aquela que faz sim tudo para ganhar, mas se diverte com o durante do jogo, não simplesmente com a contagem de pontos no final, é a pessoa que apesar de ter perdido todas as partidas de um determinado jogo, ainda o coloca entre os seus favoritos, porque entende que jogos não devem ser divertidos de vencer, mas sim de jogar, a pessoa competitiva vai sim te xingar quando sua jogada a atrapalha, mas ainda assim aplaudirá seu bom raciocínio e estratégia. Em resumo, ser competitivo não é ruim, pelo contrário, jogar em uma mesa de pessoas competitivas é muito mais divertido, vencer contra pessoas competitivas faz você se sentir muito melhor, porque você sabe que venceu pessoas que deram seu melhor e, ainda assim, você ficou em primeiro. As pessoas competitivas vão te parabenizar pela vitória, enquanto o mau perdedor vai tirar todo o prazer da vitória com sua aura negativa sugando a alegria da sala.

Sabendo disso, pegue seu jogo favorito, mesmo que seja aquele no qual você sempre vai mal, junte seus amigos competitivos, vá jogar no seu clube de jogos favoritos, i.e. Clube Nerd, e boa diversão!

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ENSINAR É APRENDER

Minha avó era professora. Minha mãe também. Como havia de ser, também me tornei professor. Você deve estar se perguntando qual a relação disso com jogos de tabuleiro. É uma pergunta justa e respondo a seguir.

Se tem uma coisa que minha profissão me ensinou é que, quando não se ensina bem, qualquer coisa pode ser arruinada. A pessoa que ensina algo é responsável por talhar a impressão que você carregará pela vida de algo, eu, por exemplo, tenho calafrios até hoje só de pensar em química, mérito da minha professora do terceiro ano. O mesmo acontece com os jogos. Quando alguém assume a responsabilidade de ensinar as regras também traz para si a responsabilidade de criar uma primeira impressão aos outros jogadores. Então, munido de mais de dez anos de sala de aula e de já algum tempo de experiência ensinando jogos, darei algumas dicas para ensinar regras da melhor maneira possível.

A primeira e, na minha opinião, mais importante dica é: saiba as regras. Parece óbvio, mas é mais do que comum que pessoas leiam as regras enquanto explicam e isso não funciona. Tanto você quanto os outros jogadores ficarão perdidos. Pense de maneira simples, se você lê as regras enquanto ensina, você está aprendendo e ensinando ao mesmo tempo quando o simples conceito de ensinar é fazer com que outras pessoas entendam o que você já sabe. Se você não sabe, todo o conceito está perdido. Além disso, é extremamente difícil prestar atenção em alguém lendo ou explicando pausadamente. Aprenda as regras antes!

Outra dica simples é ensinar em uma ordem lógica para os jogadores, o que nem sempre é igual ao manual. Explique passo a passo, dê exemplos e mostre que o que você está explicando tem um motivo ou deixe claro que terá em algum momento do jogo. O ser humano não se esforça para aprender algo que não considera importante para seu futuro.

Controle seus jogadores! Pessoas são ansiosas e perguntarão, te interromperão e isso pode quebrar sua linha de raciocínio, tirar seu ritmo, e, consequentemente, atrapalhar de seguir a dica anterior. Então não se acanhe de pedir calma aos outros jogadores, de deixar claro que a dúvida será sanada eventualmente, basta esperarem e, caso isso não aconteça, você estará feliz em responder qualquer pergunta quando terminar sua explicação. Faça isso e você entenderá todas as vezes que seu professor pediu para guardar as perguntas para o final. Funciona.

Por último, tente se lembrar de todas as regras. Mesmo que você não leia o manual em voz alta, tenha ele ao seu lado como guia de tudo que você tem que explicar. Mesmo um bom professor usa notas para se guiar. Uma das piores coisas é, no meio da partida, ouvir a pessoa que explicou dizer “esqueci de explicar que…”, isso pode fazer toda a diferença, sua estratégia foi toda construída sem tal regra e, se você se certifica de ter ensinado tudo, pode lavar suas mãos quando um dos jogadores diz que não se lembrava disso ou daquilo. Você explicou, cabia ao jogador lembrar. Tente seguir essas dicas e, mais importante, não desista. Aprenda e ensine quantos jogos você conseguir, a prática vai te ajudar a ficar cada vez melhor. Agora vá ler aquele manual e garanta a boa jogatina de hoje!

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OUTRORA

Nasci na primeira metade da década de 80. Para os mais jovens que não viveram aquela época a não ser através de Stranger Things, os anos 80 formavam um universo diferente, onde muito mais era permitido e negligência não fazia parte do vocabulário comum. Nessa mesma época, entre cigarros de chocolate e apresentadoras infantis quase nuas, o ambiente era ainda bem hostil para nerds. O nerd era um espécime que vivia na base da cadeia alimentar, sofria bullying (na época conhecido apenas como “ah, olha os meninos brincando”), não conseguia amigos que não fossem outros nerds, e precisava praticamente de uma rede de contatos no submundo para conseguir as coisas que gostava, um livro de RPG era uma lenda que poucos já tinham visto, praticamente o Eldorado nerd, todos só conheciam as fotocópias.

Com os anos a tecnologia foi tomando conta do mundo e, quando isso aconteceu, os nerds viram uma oportunidade e a abraçaram. Os nerds se tornaram os maiores dominadores da tecnologia e a tecnologia dominava o mundo. Hoje, anos depois disso, os nerds vivem em um habitat favorável. O mundo é dos nerds e foi nesse mundo que surgiu o Clube Nerd.

O CN hoje é um dos lugares mais receptivos para os nerds, mesmo nós nerds nascidos nos anos sombrios de 80, que ainda se sentem um pouco arredios em público, nos sentimos a vontade e benvindos lá. Hoje o CN é o que gosto de chamar de uma reserva nerdígina, onde nos sentimos seguros, onde todos sorriem para nós e nós sorrimos de volta, onde podemos falar de D&D, Star Wars, quadrinhos, vídeo games, do que quisermos sem temermos um cuecão ou um tostão no braço.

Quem lhes escreve é alguém que aprendeu (forçadamente) a gostar de board games limitado ao quarteto Banco Imobiliário, Detetive, Jogo da Vida e War e de pois de barbado foi descobrir a infinidade de jogos melhores, e lhes digo: venham conhecer o Clube Nerd, não importa se você nunca jogou antes, nós ensinamos com um sorriso no rosto, não importa se você é jovem, idoso, preto, branco, colorido, não temos preconceito, não importa se você não é nerd, você será acolhido como nunca fomos na época de filmes onde adolescentes de 15 eram interpretados por adultos de 35. O CN pode ser a sua casa e se você não se sentir à vontade aqui, procure qualquer funcionário/frequentador, eles estarão mais que felizes de te ajudar. Foi assim comigo, que demorei a descobrir o CN e hoje sou um frequentador assíduo há mais de um ano.

Alexandre Ziviani

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